O tempo passa lentamente entre um sinal vermelho e outra esquina. Em meio de todo tumulto organizado de uma metro polis sempre há aqueles que esperam algo a mais, talvez um acidente, talvez uma briga, poderia ser ate uma ligação.
Algo que traria algum assunto a mais em sua mesa de jantar.
No entanto somo cegos, por muito tempo incapacitados de ver o que esta debaixo de nossos narizes a meses o governo Americano vem colocando em pequenas notas no jornal , algo sobre uma possível epidemia controlável de Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave).
Ate então nada suspeito apenas o fato de esquecermos que Sars foi detectada pela
primeira vez em fevereiro de 2003, na Ásia. Nos meses seguintes, se espalhou para mais de 12 países na América do Norte, na América do Sul, na Europa e na Ásia.
A doença começa com uma febre alta e pode ter dores de cabeça, no corpo e mal-estar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um total de 8.098 pessoas ficaram doentes no mundo, das quais 774 morreram. No mesmo ano a epidemia foi controlada.
Obviamente isso passou batido para milhares de pessoas que não se importam nem um pouco com esse tipo de informação, ate que finalmente o que todos queriam aconteceu à mudança no dia que transformaria aquela segunda feira e os dias restantes de todos para sempre.
As exatas 7h e 37 o ônibus com destino ao subúrbio de San Diego perde o controle ao tentar desviar do pedestre que estava estático no meio da rua. O motorista pouco pode fazer alem de esperar que seu movimento brusco com as duas mãos levasse o ônibus a colidir frontalmente no muro de concreto. O barulho fez tudo se inquietar, Pássaros voaram, cachorros latiam e os curiosos começaram a sair de suas residências a procura de entender a estranha melodia criada por cantadas de pneu, vidro e tijolos desmoronando.
Rapidamente o som das sirenes da ambulância tomou para si as atenções ali perto, muitos saiam pelas janelas de segurança do veículo, outros se arriscavam a tentar retirar o condutor que desacordado estava debruçado sobre o volante.
O socorro foi quase que imediato, os feridos sentados em filas nas sarjetas esperavam os médicos e socorristas. Junto com a ambulância alguns carros de policia se espremiam entre as vielas para cercar o local e evitar os curiosos que com seus celulares e câmeras gravavam o pobre homem que preso no volante do ônibus sangrando já sem vida. Mas como sempre as pessoas são esquecidas e não percebem que no meio de todo o tumulto alguém ou algo caminhava por ali, Com passos lentos quase que cambaleando, um homem de boné vermelho, que não se importou nem um pouco com o acidente fazia gestos lentos e desorientados. Talvez procurando, talvez apenas escolhendo, não se sabe ainda porque eles fazem isso, nem de onde eles vieram, mas ali naquele momento ele era o primeiro, e no lugar das sirenes um grito de dor foi unânime e ao verem a cena todos iniciaram uma seqüência de gritos e uma correria frenética. O mesmo homem que a pouco mal conseguia manter-se em pé crava com toda as forças sua mandibula no pescoço perfeitamente da garota que ali estava e em seguida em um movimento rápido ele puxa sua pele como se ela fosse uma folha de papel sendo destacada. Sangue escorre rapidamente e o corpo arremessado logo à frente.
Segundo depois ao longe apena se ouviu mais gritos e tiros, vários tiros que se cessaram em seguida, assim como as informações sobre os acontecimentos a seguir em San Diego.
Desde então se passaram dois meses...

Nenhum comentário:
Postar um comentário